PT:Como usar um nome Romano

From NovaRoma
Jump to: navigation, search

 Home| Latíné | Deutsch | Esperanto | Español | Français | Italiano | Magyar | Português | Română | Русский | English

Este artigo contém orientações gerais em como usar um nomes romanos. Deve-se salientar que estas não são regras legalistas fixas. Um nome é uma forma que permite a uma pessoa falar de uma outra pessoa tal que todos saibam de quem é que ele está a falar. Qualquer regra que torna pouco claro a quem se está a referir seria um erro, e todas as regras gerais explicadas devem ser ignoradas, se ao segui-las nos levar a confusão.

Nomes romanos


·Roma Antiga ·
Nomes Romanos - Praenomen - Nomen - Cognomen - Agnomen

·Nova Roma·
Como escolher um nome romano - Como usar um nome romano

Contents

Uso dos nomes Romanos

Porquê tantos nomes?

Em regra geral, quanto mais formal do contexto, mais nomes são utilizados. O uso de todos os três (ou mais) nomes é muito formal, e deve ser raro. Chamar alguém M. Tullius Cicero é em grosso modo equivalente a chamar alguém Sr Pedro Miguel Silva.

O uso de dois nomes é normalmente o suficiente para tornar claro de quem se está a falar ou à cerca de. Utilizar dois nomes é formal e educado. Chamar alguém M. Tullius é o equivalente a chamar alguém Pedro Silva ou Senhor Silva. Quando se menciona alguém pela primeira vez num discurso ou numa letra, a quando de cumprimentar alguém, é comum a utilização de dois nomes.

A utilização de um nome é relativamente informal e descontraído. Se se já está no meio de uma conversa com alguém, ou no meio de se falar de alguém, poderia chamá-lo por apenas um nome, especialmente se o conhece razoavelmente bem. Chamar alguém Cicero é o equivalente a chamar alguém Pedro. Mas, em situações formais ou quando mencionar primeiro alguém, usar apenas um nome pode ser demasiado familiar e poderia ser indelicado.

Quais nomes?

Os nomes são usados para chamar alguém depende, em parte, de quantos nomes se está a usar.

Dois Nomes

Ao chamar alguém por dois nomes, os nomes que serão usados depende do estatuto da pessoa que se está a mencionar. Se a pessoa é um nobilis, que é apropriado chamá-lo pelo seu praenomen e cognomen, ex. P. Scipio. Se ele for um homo novus, normalmente iriam chamá-lo pelo seu praenomen e nomen, ex: M. Tullius. A maioria das pessoas em Nova Roma são homines novi, por isso a maioria das pessoas são normalmente chamadas pelos seus praenomen e nomen. Se acidentalmente chamar um nobilis como se fosse um homo novus, provavelmente ele não ira ficar ofendido, especialmente se pedir desculpa pelo seu erro, mas em caso de dúvida, pode perguntar.

Um pode, evidentemente, bajular ou elogiar um homo novus chamando-o pela combinação do seu praenomen e cognomen como se fosse um nobilis; mas também não o deve fazer muitas vezes, especialmente porque poderia causar ressentimento entre os verdadeiros nobiles.

Algumas pessoas adoptam um estilo que foi moda nas primeiras gerações do período do Império e chamar todos, tanto nobilis como homo novus, pelos seusnomen e cognomen, ex: Cornelius Scipio, Tullius Cicero. Não há rigorosamente nada de errado com isto, mas não é característica da antiga república e não é incentivada.

Um Nome

Ao chamar alguém por apenas um nome, é normal e educado para usar o cognomen. Um nobilis deve ser sempre chamado pelo seu cognomen. Um homo novus pode ser chamado pelo seu nomen: não é indelicado de tudo, mas pode tornar pouco claro de quem se está a falar.

Quando uma pessoa tem mais que um cognome, deve-se normalmente utilizar o primeiro. Chamar alguém pelo seu agnomen, se ele tiver um, é, obviamente, particularmente elogioso. Só se deve chamar alguém pelo seu adoptivo se quiser chamar a atenção para a sua família de pré-adopção e identidade: não é necessariamente educado ou indelicado, mas dependerá do contexto. Da mesma forma que alguém chama pelo seu cognomen matrimonial vai chamar a atenção para a identidade da sua mãe e da sua família.

Não caiam na armadilha de chamar alguém rotineiramente por seu cognomen adoptivo. É muitas vezes tentador, pois é uma forma fácil de distinguir entre a criança adoptado e o pai adoptivo, mas é um hábito não-romano. Para um romano, uma criança adoptada tornou-se, para todos os efeitos, a criança dos pais adoptivos, e normalmente deveria-se ignorar o cognomen adoptivo quando se o estar a chamar.

Só o Praenomen

O praenomen é essencialmente um nome privado, para uso no seio famíliar. Não se devia chamar um romano apenas pelo seu praenomen a menos que ele seja um familiar próximo ou um amigo muito, muito próximo. Mesmo os cônjuges geralmente não se chamam uns aos outros apenas pelos seus praenomina - geralmente utilizam os nomina ou cognomina.

Vocativos Latinos

Quando se está a chamar alguém pelo nome, tem-se que usar o caso vocativo e mudar a terminação do nome para indicar que se está a falar para a pessoa, não sobre ela. Como regra geral, os nomes que terminam em -us passam a ter a terminação -e (ex: Brutus -> Brute), embora nomes que terminam em -ius se tornem em -i (ex: Tullius -> Tulli). Nomes que terminam em -a ou com outras terminações não mudam em nada.

Pode-se notar algumas pessoas a utilizar as terminações do vocativo quando estão a falar de alguém na terceira pessoa (ex: "Eu ontem estava a conversar com Brute"). Não fique confuso - tem razão, eles estão errados.

Endereçar sem ser pelo nome

Muito mais que em algumas modernas sociedades ocidentais, mas à semelhança ao uso do Japão moderno, por exemplo, os Romanos abordavam-se utilizando etiquetas que não sejam nomes, ou combinações de nomes com outros termos. O que se segue é uma breve visão geral disso mesmo.

Dominus e Domina

Alguns modernos falantes de Latim usam "dominus" e "domina", como equivalente do Português "Sr" e "Dona" ou "Sra". Isto é fortemente desencorajado. "Dominus" significa "senhor"(no sentido medieval) ou "mestre", e abordar alguém desta forma é muito servil e bajulador.

Uma excepção é a de que os amantes às vezes chamam-se mutuamente "dominus" e "domina", embora geralmente apenas no quarto.

Títulos

Embora os Romanos geralmente não gostem de títulos numa maneira geral, não é incomum chamar um cônsul pelo seu o título de "cônsul", por exemplo, especialmente quando se fala num contexto político ou discutir negócios relevantes para o escritório. Do mesmo modo pode-se chamar patrão pelo seu título "patronus". Mas os títulos não são obrigatórias, e não tem nada de mal ou indelicado em chamar um magistrado simplesmente pelo seu nome.

Familiares

Bem como se chamam uns aos outros pelo nome, familiares normalmente falam para ou sobre outros em função da sua relação, por exemplo, pater (pai), soror(irmã), patruus(tio), etc. Estes termos são muitas vezes combinados com termos de afecto (veja abaixo). Tal como acima se referiu, parentes próximos poderiam chamar-se uns aos outros pelos seus praenomina.

Esposas e Amantes

Como foi mencionado acima, cônjuges e amantes geralmente chamam-se mutuamente pelo cognomen e não pelo praenomen. Ocasionalmente chamavam uns aos outros vir (marido) e uxor (esposa), mas mais era comum usarem termos de afecto (veja abaixo).

Amigos e Amizades

Na maioria das vezes as pessoas que se conhecem, mas não são particularmente próximas chamam-se uns aos outros pelo nome, às vezes com "mi" (veja abaixo). Às vezes usam breves descrições, por exemplo, iuvenis (jovem), amicus (amigo), senex (velho). Dependendo da relação entre as pessoas em causa, podem usar termos de afecto ou mesmo de insulto.

Estranhos

Não existe um equivalente directo romano para "senhor" ou "senhora". Se conhecer alguém cujo nome não conhece, é normal e não é mal educado em dizer algo como "petasate" ("tu com o chapéu") ou "senex" ( "velho") ou "viator" ("viajante"). Muitas vezes é possivel que diga "quiquis es" ( "quem quer que seja").

Geralmente, porém, a menos que esteja a perguntar simplesmente a hora do dia, a melhor táctica é tentar descobrir o nome da pessoa é dizendo algo como "adulescens, dic mihi nomen tuum, quaeso" ("jovem, por favor diz-me o teu nome") ou "o qui vocaris?" ("Ó vodê como se chama?").

Termos de Embelezamento e Afecto

Os Romanos sempre foram muito inventivo com os termos de embelezamento e afecto. Um muito comum é o "carissimus", muitas vezes acompanhado de um nome, por exemplo, "salve Brute carissime" ("Olá meu caro Brutus"), "salve soror carissima" ("Olá querida irmã"). Outros incluem "dulcis" ("doce"), "inclitus" ("famosos"), "magnus" ("grande"), "optimus" ("excelente"), "fortissimus" ("muito forte"). Isto deve ser suficiente para dar-lhe a ideia geral.

"Mi" e "O"

"Mi" (masculino) e "mea" (feminino) querem dizer "meu". Estão muito vulgarmente relacionados aos nomes ou outros termos de afecto em conversas entre amigos ou relação bem-intencionada, por exemplo, "mi frater lenitivo" ("Olá meu irmão"), "salve mea Cornelia'" ("Olá minha Cornelia"). A situação é especialmente comum em cartas, não tanto nas conversas. [1]

"O" também não é incomum. Tem o efeito geral de fazer uma alocução perante alguém mais emotiva, enfática, ou poética. Por exemplo: "o optime Brute" ( "Ó excelente Brutus").

Referências

  1. Catullus 5 "Vivamus mea Lesbia, atque amemus"


Personal Names in the Roman World

0715636189.01.TZZZZZZZ.jpg
Clive Cheesman. (November 30, 2008). Duckworth Publishers. ISBN 0715636189
Paperback, 160 pages Contributed by Agricola
Buy from Amazon: Canada UK USA

Personal tools